miércoles, 15 de febrero de 2012

"Corre, incessantemente, o caudaloso rio da vida...
Iniciam-se viagens longas, embarca-se e desembarca-se, entre esperanças renovadas e prantos de despedida.
Viajores partem, viajores tornam.
Como é difícil atingir o porto da renovação!
Quase sempre, a imprevidência e a inquietude precipitam-se nas profundezas sombrias!...
Para vencer a jornada laboriosa, é preciso aprender com Alguém que foi o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ele não era conquistador e fundou o maior de todos os domínios, não era geógrafo e descortinou os sublimes continentes da imortalidade, não era legislador e iluminou os códigos do mundo, não era filósofo e resolveu os enigmas da alma, não era juiz e ensinou a justiça com misericórdia, não era teólogo e revelou a fé viva, não era diplomata e trouxe a fórmula da paz, não era médico e limpou leprosos, restaurou a visão dos cegos e levantou paralíticos do corpo e do espírito, não era cirurgião e extirpou a chaga da animalidade primitiva, não era sociólogo e estabeleceu a solidariedade humana, não era cientista e foi o sábio dos sábios, não era escritor e deixou ao Planeta o maior dos livros, não era advogado e defendeu a causa da Humanidade inteira, não era engenheiro e traçou caminhos imperecíveis, não era economista e ensinou a distribuição dos bens da vida a cada um por suas obras, não era guerreiro e continua conquistando as almas há vinte séculos, não era químico e transformou a lama das paixões em ouro da espiritualidade superior, não era físico e edificou o equilíbrio na Terra, não era astrônomo e desvendou os mundos novos da imensidade, enriquecendo de luz o porvir humano, não era escultor e modelou corações, convertendo-os em poemas vivos de bondade e esperança...
Ele foi o Mestre, o Salvador, o Companheiro, o Amigo Certo, humilde na manjedoura, devotado no amor aos infelizes, sublime em todas as lições, forte, otimista e fiel ao Supremo Senhor até a cruz.
Bem aventurados os seus discípulos sinceros, que se transformam em servidores do mundo por amor ao seu amor!
Valiosa é a experiência do homem, bela é a ciência da Terra, nobre é a filosofia religiosa que ilumina os conhecimentos terrestres, admirável é a indústria das nações, vigorosa é a inteligência das criaturas, maravilhosos são os sistemas políticos dos povos mais cultos, entretanto, sem Cristo, a grandeza humana pode não passar de relâmpago, dentro da noite espessa.
"Brilhe a vossa luz", disse o Mestre Inesquecível.
Acenda cada aprendiz do Evangelho a lâmpada do coração.
Não importa seja essa lâmpada pequenina.
A humilde chama da vela distante é irmã da claridade radiosa da estrela.
É indispensável, porém, que toda a luz do Senhor permaneça brilhando em nossa jornada sobre abismos, até a vitória final no porto da grande libertação."
 (Apostilas da Vida, 1, IDE)

ANDRÉ LUIZ.
          INSTITUTO ANDRÉ LUIZ.

jueves, 15 de diciembre de 2011


Preto Velho e Kardec

Posted by Carol Walent em agosto 27, 2009
PRETO VELHO FALA COM KARDECkardec
Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira, poderia ser classificado como um “preto velho”. Esse encontro, narrado pelo próprio Kardec nas páginas da sua histórica “Revista Espírita” (Revue Spirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia 25 de março daquele mesmo ano. Pai César – este o nome do Espírito comunicante – havia desencarnado em 8 de fevereiro também de 1859 com 138 anos de idade – segundo davam conta as notícias da época –, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos.
Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinha apenas 15 anos.
Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César, Allan Kardec indagou ao Espírito São Luís, que coordenava o trabalho, se haveria algum impedimento em evocar aquele companheiro recém-chegado ao Plano Espiritual. Ao que respondeu São Luís que não, prontificando-se, inclusive, a prestar auxílio no intercâmbio. E assim se fez. A comunicação, contudo, mal iniciada, já conclamou os participantes do grupo a muitas reflexões. Na sua mensagem, Pai César desabafou, expondo a todos as mágoas guardadas em seu coração, fruto
dos sofrimentos por que passara na Terra em função do preconceito que naqueles dias graçava em ainda maior escala do que hoje. E tamanhas eram as feridas que trazia no peito que chegou a dizer a Kardec que não gostaria de voltar à Terra novamente como negro, estaria assim, no seu entendimento, fugindo da maldade, fruto da ignorância humana. Quando indagado também sobre sua idade, se tinha vivido mesmo 138 anos, Pai César disse não ter certeza, fato compreensível, como esclarece o Codificador, visto que os negros não possuíam naqueles tempos registro civil de
nascimento, sobretudo os oriundos da África, pelo que só poderiam ter uma noção aproximada da sua idade real.

A comunicação de Pai César certamente ajudou Kardec, em muito, a reforçar as suas teses contra o preconceito, o mesmo preconceito que o levou a fazer, dois anos depois, nas páginas da mesma “Revista Espírita”, em outubro de 1861, a declaração a seguir, na qual deixou patente o papel que o Espiritismo teria no processo evolutivo da Humanidade, ajudando a pôr fim na escuridão que ainda subjuga mentes e corações: “O Espiritismo, restituindo ao espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas
e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor.”

fonte: SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES ed. nº 2090 (19/04/2008) muita paz!!!!

viernes, 11 de noviembre de 2011

Quem tem medo da mediunidade?

Posted by Carol Walent em setembro 27, 2009
medoEsse é um ponto que merece bastante atenção e um esclarecimento maior mas, na gigantesca maioria das vezes, observamos que esse medo é reflexo da falta de conhecimento sobre o que é a mediunidade e como tratá-la. O primeiro ponto a ser esclarecido é de que a mediunidade não é escravidão, mas uma grande oportunidade de evoluir espiritualmente, visto que, não somos matéria mas sim espíritos em experiências no Plano Material. Outro ponto importante a esclarecer é que aquelas frases que todo mundo escuta, como: “é um caminho sem volta” ou “nunca mais poderá sair dessa vida” até têm um certo sentido, mas estão sendo mal interpretadas. Pense comigo: ser médium não é uma escolha atual ou uma determinação externa, mas uma opção e essa opção foi sua em algum momento do passado, por isso, a mediunidade não surge de repente só porque você está frequentando um Terreiro ou um Centro. Você optou por ser um intermediário entre o plano espiritual e material, você foi, você é e você sempre será médium perante os Planos Espirituais Superior e Inferior, por isso, a mediunidade é sim o seu caminho e, querendo ou não, é sem volta pois não tem como apagar a sua Luz Interior, a Luz da mediunidade que você tanto desejou, pediu e se esforçou para conquistar.
Então, olhe para o Alto, olhe para si e agradeça por ser eternamente Luz, pois é a sua conquista, é o seu dom dado por Deus. Saiba que essa Luz ninguém lhe tira e ninguém apaga, portanto, assuma-a e deixe-a refletir com orgulho, alegria e toda a sua gratidão a Deus, afinal, é muito bom ser um instrumento Dele. Saliento que a mediunidade só é uma escravidão ou punição quando não há conhecimento sobre o quê, como, quando e de que forma ser médium. Quando não se sabe ‘abrir e fechar’ a mediunidade, quando não se tem todas as Forças Espirituais Superiores e Inferiores alinhadas, ordenadas e equilibradas, ou ainda, quando se perde o amparo e a proteção do Plano Superior Divino.
Fico impressionada com a quantidade de médiuns que se recusam a desenvolver a sua mediunidade por medo, e aí esclareço que só através de um bom desenvolvimento é que se adquire atributos como equilíbrio, ordenação e amparo. Observo que muitas pessoas têm medo de incorporar e acreditam que isso é algo do outro mundo, mas mal sabem que muitas vezes estão incorporando em suas próprias casas ou em qualquer local sem nenhum cuidado ou conhecimento. Isso acontece naquela hora da briga onde se perde o controle sobre os atos e sobre as palavras, acontece naquele momento em que se fala o que não se pensa ou quando se faz aquilo que não se quer, e aí vem a culpa, a sensação de “como pude fazer isso?” e o arrependimento. Vejam, nesses momentos pode ter havido uma irradiação, uma influência e até mesmo uma incorporação do baixo astral, de espíritos zombeteiros ou vingativos que se aproveitam do desequilíbrio e da negatividade do médium e fazem a festa. Acreditem: isso é muito comum de acontecer, só que ninguém tem medo, talvez por não saberem que uma incorporação pode acontecer de forma tão sutil, só dependendo da afinidade que o ser tem em relação ao espírito desencarnado. O pior é que isso pode acontecer a qualquer momento e em qualquer local, basta não ter domínio sobre a mediunidade e sobre si próprio.
Se todo esse medo da mediunidade acontece por falta de explicação ou conhecimento, então saiba que tudo é muito simples e se você se ajudar com um pouco de boa vontade e dedicação aos estudos umbandistas, tudo fica ainda melhor. Acredite, é muito melhor ter esse Dom equilibrado do que viver perturbado e sem prosperidade na vida, pois a espiritualidade traz sim a prosperidade, talvez não essa prosperidade financeira em que a maioria pensa, mas a prosperidade de alma, e essa não se compra em lugar algum, somente se conquista. E se mesmo assim você ainda acha que a mediunidade é uma escravidão, eu digo para você: “Prefiro ser escrava de Deus e dos queridos Guias Espirituais do que ser escrava da doença, da miséria, do chefe, do vício, do marido, do dinheiro, da mãe ou do que quer que seja.
Escrito por Mãe Mônica Caraccio – Autorizado pela autora
fonte:canto do aprendiz.
muita paz!

miércoles, 2 de noviembre de 2011

O Culto dos Mortos na Visão Espírita



O Culto dos Mortos na Visão Espírita


Este culto aos mortos num dia determinado, com a visita aos cemitérios e oferendas remonta aos tempos antigos e tem a sua origem nos cultos pagãos de adoração aos Deuses.

Com a ascensão da Igreja Católica, na época Romana, à categoria de religião oficial, no reinado de Constantino Magno no ano de 321, houve que fazer cedências e assimilar a cultura latina e a de outros povos que praticavam rituais e procediam a festivais nos cemitérios, em homenagem aos antepassados.
Dessa assimilação surgiram as próprias concepções de Céu, Inferno e Purgatório na religião dos cristãos que, para além de crer na ressureição dos corpos no dia do juízo final, passaram a cultivar o hábito de orar aos seus mártires, visitando-os nos cemitérios.
A partir do século XIII, a Igreja instituiu o dia 2 de Novembro como o Dia de Finados.
Um pouco por todo o lado este culto é praticado, apenas variando nas datas: na China comemora-se o Festival do Fantasma Faminto durante o Outono; no Japão o Festival das Lanternas (Obon) acontece entre 13 e16 de Julho; mesmo o termo Halloween parece ser uma corrupção do termo católico “Dia de Todos os Santos”, praticado nos festivais dos antigos povos celtas na Irlanda, cujo Verão terminava a 31 de Outubro.
Mais tarde, este costume foi transferido para os Estados Unidos, através da imigração Irlandesa.
No Espiritismo não há um dia especifico para recordar e homenagear os entes queridos, pois todos os dias do ano são bons para o fazermos e eles, que continuam vivos, embora noutra dimensão, agradecem as nossas lembranças sinceras, qualquer que seja o local onde elas se dêem.
Se estiverem felizes, regozijar-se-ão com o amor que lhes dedicamos e com a saudade que sentimos; se ainda se encontrarem algo perturbados (por desencarne recente ou violento, por exemplo), mais reconhecidos ficarão, pois a nossa prece lhes levará consolo e alívio, abrindo janelas luminosas para o auxílio que se lhes faz necessário.
Pouco se importarão se os visitamos ou não nos cemitérios, pois sabem que aí apenas se encontram os despojos carnais que lhes serviram para mais uma etapa de evolução e que, causa de sofrimento nos derradeiros tempos, abandonaram com alegria. Se lá comparecem é para mais um reencontro com os que ainda se encontram na terra e que mantêm o culto das sepulturas.
Conto-vos uma situação concreta que acompanhei de muito perto, ocorrida há 20 anos.
Tendo desencarnado havia pouco mais de um ano, o marido duma pessoa minha conhecida, manifestou-se mediunicamente, dando todas as informações que lhe foram solicitadas para a sua correcta identificação. Quando a esposa lhe perguntou se precisava de alguma coisa, todos ouvimos surpreendidos o pedido que lhe foi endereçado, com algum humor, característico da sua personalidade, enquanto na terra.
Pediu a entidade encarecidamente à esposa que deixasse de ir ao cemitério todos os dias, informando que ele já lá não estava, porque não era o seu lugar preferido. E que ainda por cima a esposa o “obrigava” a acompanhá-la diariamente, porque ele tinha receio de que a assaltassem pelo caminho.
A esposa vivia na Costa da Caparica e o cemitério distava alguns quilómetros da vila; ela percorria o caminho a pé e este não é de facto muito seguro. Quem conhece a zona, sabe do que falo.

Como se vê, a nossa visão facilmente se altera, quando aportamos ao mundo espiritual e percebemos que afinal não estamos mortos, mas mais vivos do que nunca com o Futuro imenso pela frente e oportunidades infinitas de reparação de nossos erros passados; abandonamos crenças ilusórias e passamos a valorizar todas as boas acções que praticámos, nesta ou em vidas passadas, de esperanças renovadas.
Se queremos homenagear os nossos “mortos”, recordemo-los nos momentos bons e troquemos uma ida ao cemitério, ou mais uma missa, por uma acção caridosa em seu nome e isso lhes será mais útil e recebido como uma prova do amor que lhes continuamos a dedicar. Até um novo reencontro, pleno de alegria.
Vejamos o que nos dizem os Espíritos, através de Kardec:
321. O dia da comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos?
“Os Espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes dirigem seus pensamentos, como o fazem noutro dia qualquer.”

a) - Mas o de finados é, para eles, um dia especial de reunião junto de suas sepulturas?
“Nesse dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento.
323. A visita de uma pessoa a um túmulo causa maior contentamento ao Espírito, cujos despojos corporais aí se encontrem, do que a prece que por ele faça essa pessoa em sua casa?
“Aquele que visita um túmulo apenas manifesta, por essa forma, que pensa no Espírito ausente. A visita é a representação exterior de um fato íntimo. Já dissemos que a prece é que santifica o ato da rememoração. Nada importa o lugar, desde que é feita com o coração.”
MUITA PAZ!
"O Livro dos Espíritos"
PARTE 2ª - CAPÍTULO VI
FONTE:IDEA ESPÍRITA

viernes, 14 de octubre de 2011


Nem castigo, nem perdão
O espírita encontra na própria fé- o Cristianismo
Redivivo- estímulos novos para viver
com alegria, pois, com ele, os conceitos
fundamentais da existência recebem sopros
poderosos de renovação.
A terra não é prisão de sofrimento eterno.
É escola abençoada das almas.
A felicidade não é miragem do porvir.
É realidade de hoje.
A dor não é forjada por outrem.
É criação do próprio espírito.
A virtude não é contentamento futuro.
É júbilo que já existe.
A morte não é santificação automática.
É mudança de trabalho e de clima.
O futuro não é surpresa atordoante.
É conseqüência dos atos presentes.
O bem não é o conforto do próximo, apenas.
É ajuda a nós mesmos.
Deus é Equidade Soberana, não castiga e
nem perdoa, mas o ser consciente profere para si
as sentenças de absolvição ou culpa ante as
Leis Divinas. Nossa conduta é o progresso, nossa
consciência o tribunal. Não nos esqueçamos,
portanto, de que, se a Doutrina Espírita dilata
o entendimento da vida, amplia a
responsabilidade da criatura.
As raízes das grandes provas irrompem
do passado – subsolo da nossa existência – e,
na estrada da evolução, quem sai de uma vida
entra em outra, porque berço e túmulo são,
simultâneamente, entradas e saídas
em planos da Vida Eterna.
_André Luiz_

viernes, 30 de septiembre de 2011




Kardec está superado?
  Livro: Um pouco por dia
Rita Foelker
    A respeito da afirmação corrente entre muitos companheiros de que "Kardec está superado", pensamos o seguinte:
    Antes de tudo, temos de definir o termo "superar". Superar é ultrapassar, exceder. No caso em questão, significa que existiriam idéias e conhecimentos superiores, melhores e mais completos que os apresentados na Codificação Espírita, no âmbito dos seus temas básicos. Por esta razão, ela seria uma obra superada.
    Se assim fosse, duas formas de superação poderiam ter existido: pelo progresso da cultura e pela qualidade das idéias.
    Na primeira hipótese, se o progresso cultural, científico e filosófico, posterior à elaboração da Doutrina Espírita, tivesse demonstrado a impossibilidade lógica dos seus conceitos ou trouxesse a comprovação de erro em algum de seus pontos fundamentais. Isto ainda não aconteceu. Pelo contrário, a cada passo, a Ciência se aproxima do Espiritismo e confirma suas verdades básicas. A Filosofia ainda não atingiu a sua avançada concepção do mundo. Haveria superação pela qualidade, se estudos melhores e explicações mais satisfatórias para as questões pertinentes à Doutrina tivessem surgido. Mas o bom senso que perlustra toda a Filosofia Espírita e se revela em todas as particularidades não pôde ser equiparado até o presente momento. A perfeição dos ensinos e sua racionalidade, a didática de Kardec e a clareza de conceitos expostos por S. Luís, Erasto, Fénelon, Galileu, Sto. Agostinho e outros permanecem atuais e válidas.
    O motivo desta insuperabilidade é muito simples: todos ? Allan Kardec e os Espíritos Superiores responsáveis pela Revelação Espírita são muitíssimo mais elevados que seus pretensos reformuladores e o que ensinaram é eterno e universal, como as próprias leis naturais.
    Portanto, fica patente o despropósito da superação e da necessidade de revisão da obra de Kardec.
    Aos que argumentam que a Codificação Espírita é do século passado, lembramos de que Jesus é do milênio passado...
    Muita Paz Gilberto Adamatti

lunes, 12 de septiembre de 2011

Jaguaretama é o nome do município onde nasceu Adolfo. Foi fundada, segundo informação do livro “Bezerra de Menezes - Fatos e Documentos”, de Luciano Klein, no dia 6 de abril de 1784, com a denominação de Riacho do Sangue. Como município foi criado no dia 29 de agosto, em 1865, com sede no núcleo de Riacho do Sangue, reerguido em vila com o nome de Riachuelo. Detalhe: 29 de agosto é a data de nascimento de Bezerra de Menezes... O nome anterior, Riacho do Sangue, é oriundo do rio ou riacho que tem essa denominação e se chamava riacho das pedras. Conta a lenda que o rio passou a ser conhecido como riacho do Sangue por causa de carnificinas ali ocorridas, entre índios que serviam a duas famílias que, durante anos, se hostilizaram e digladiaram pelo interior da província, disputando terras.

O local exato onde Bezerra nasceu era motivo de controvérsia entre os espíritas. Todos sabiam que era em Riacho do Sangue, mas a localidade havia sido dividida em dois municípios, Solonópole e Jaguaretama.

Algumas pessoas foram de fundamental importância para a descoberta, em 1973. Uma dessas pessoas foi o Coronel Edynardo Weyne, que publicou artigo sobre o assunto no periódico espírita “Manhã de Sol”, em 1978. A busca passou por um pedido ao então prefeito de Solonópole, Rabelo Machado, para verificar nos arquivos da prefeitura, cartório, coletoria e paróquia se existia algum documento que levasse ao local onde nascera o médico dos pobres.

Nem mesmo os descendentes dele sabiam onde localizar a casa. Mas tudo mudou com o jornalista Helder Cordeiro, da Tribuna do Ceará, que acabara de chegar da fazenda de Juarez Olympio de Queiroz, em Jaguaretama, onde supostamente Bezerra de Menezes teria nascido.

De pronto Weyne entrou em contato com o general Sylvio Walter Xavier, vice-presidente da Capemi, que veio do Rio de Janeiro a Fortaleza com o intuito de fazer uma expedição para descobrir as ruínas da casa onde Bezerra de Menezes havia nascido.

Foi uma viagem longa, mas depois de caminhos turtuosos e poeirentos, a bordo de um trator cedido pelo dono da fazenda, descobriram! No momento, com muita emoção, Weyne foi as lágrimas. O general Xavier fez, então, uma oração. Quando ele terminou, Weyne disse: “Voltaremos a este chão sagrado, para inaugurarmos um monumento àquele que é nosso benfeitor espiritual”.

Quatro anos depois, em 1977, acontecia a inauguração do monumento e de uma escola. Em seguida, um Hospital seria inaugurado na cidade, em homenagem a Bezerra.

Da primeira comitiva oficial constavam general Sílvio Xavier (RJ), Juarez Queiroz (Jaguaretama), coronel médico Manuel Suliano (Fortaleza), o gerente da Capemi, major Rubens (RJ), o jornalista Hélder Cordeiro, Edynardo Weyne e Fernando Melo.

Esses predestinados descortinaram um local em que hoje funciona o Pólo Bezerra de Menezes, com intensas atividades de educação e inclusão social.
Em março de 1997, foi construído o Museu sobre os alicerces da casa onde ele nasceu. Metade da área de 20 mil metros quadrados do Pólo foi doado pelo dono da fazenda, Juarez Queiroz, ao Lar Fabiano de Cristo, em 1976. A outra metade também foi doada por ele à Federação Espírita do Ceará, em 1997. De lá para cá, muitos foram beneficiados, não só em Jaguaretama, mas nos municípios da região.