viernes, 30 de septiembre de 2011




Kardec está superado?
  Livro: Um pouco por dia
Rita Foelker
    A respeito da afirmação corrente entre muitos companheiros de que "Kardec está superado", pensamos o seguinte:
    Antes de tudo, temos de definir o termo "superar". Superar é ultrapassar, exceder. No caso em questão, significa que existiriam idéias e conhecimentos superiores, melhores e mais completos que os apresentados na Codificação Espírita, no âmbito dos seus temas básicos. Por esta razão, ela seria uma obra superada.
    Se assim fosse, duas formas de superação poderiam ter existido: pelo progresso da cultura e pela qualidade das idéias.
    Na primeira hipótese, se o progresso cultural, científico e filosófico, posterior à elaboração da Doutrina Espírita, tivesse demonstrado a impossibilidade lógica dos seus conceitos ou trouxesse a comprovação de erro em algum de seus pontos fundamentais. Isto ainda não aconteceu. Pelo contrário, a cada passo, a Ciência se aproxima do Espiritismo e confirma suas verdades básicas. A Filosofia ainda não atingiu a sua avançada concepção do mundo. Haveria superação pela qualidade, se estudos melhores e explicações mais satisfatórias para as questões pertinentes à Doutrina tivessem surgido. Mas o bom senso que perlustra toda a Filosofia Espírita e se revela em todas as particularidades não pôde ser equiparado até o presente momento. A perfeição dos ensinos e sua racionalidade, a didática de Kardec e a clareza de conceitos expostos por S. Luís, Erasto, Fénelon, Galileu, Sto. Agostinho e outros permanecem atuais e válidas.
    O motivo desta insuperabilidade é muito simples: todos ? Allan Kardec e os Espíritos Superiores responsáveis pela Revelação Espírita são muitíssimo mais elevados que seus pretensos reformuladores e o que ensinaram é eterno e universal, como as próprias leis naturais.
    Portanto, fica patente o despropósito da superação e da necessidade de revisão da obra de Kardec.
    Aos que argumentam que a Codificação Espírita é do século passado, lembramos de que Jesus é do milênio passado...
    Muita Paz Gilberto Adamatti

lunes, 12 de septiembre de 2011

Jaguaretama é o nome do município onde nasceu Adolfo. Foi fundada, segundo informação do livro “Bezerra de Menezes - Fatos e Documentos”, de Luciano Klein, no dia 6 de abril de 1784, com a denominação de Riacho do Sangue. Como município foi criado no dia 29 de agosto, em 1865, com sede no núcleo de Riacho do Sangue, reerguido em vila com o nome de Riachuelo. Detalhe: 29 de agosto é a data de nascimento de Bezerra de Menezes... O nome anterior, Riacho do Sangue, é oriundo do rio ou riacho que tem essa denominação e se chamava riacho das pedras. Conta a lenda que o rio passou a ser conhecido como riacho do Sangue por causa de carnificinas ali ocorridas, entre índios que serviam a duas famílias que, durante anos, se hostilizaram e digladiaram pelo interior da província, disputando terras.

O local exato onde Bezerra nasceu era motivo de controvérsia entre os espíritas. Todos sabiam que era em Riacho do Sangue, mas a localidade havia sido dividida em dois municípios, Solonópole e Jaguaretama.

Algumas pessoas foram de fundamental importância para a descoberta, em 1973. Uma dessas pessoas foi o Coronel Edynardo Weyne, que publicou artigo sobre o assunto no periódico espírita “Manhã de Sol”, em 1978. A busca passou por um pedido ao então prefeito de Solonópole, Rabelo Machado, para verificar nos arquivos da prefeitura, cartório, coletoria e paróquia se existia algum documento que levasse ao local onde nascera o médico dos pobres.

Nem mesmo os descendentes dele sabiam onde localizar a casa. Mas tudo mudou com o jornalista Helder Cordeiro, da Tribuna do Ceará, que acabara de chegar da fazenda de Juarez Olympio de Queiroz, em Jaguaretama, onde supostamente Bezerra de Menezes teria nascido.

De pronto Weyne entrou em contato com o general Sylvio Walter Xavier, vice-presidente da Capemi, que veio do Rio de Janeiro a Fortaleza com o intuito de fazer uma expedição para descobrir as ruínas da casa onde Bezerra de Menezes havia nascido.

Foi uma viagem longa, mas depois de caminhos turtuosos e poeirentos, a bordo de um trator cedido pelo dono da fazenda, descobriram! No momento, com muita emoção, Weyne foi as lágrimas. O general Xavier fez, então, uma oração. Quando ele terminou, Weyne disse: “Voltaremos a este chão sagrado, para inaugurarmos um monumento àquele que é nosso benfeitor espiritual”.

Quatro anos depois, em 1977, acontecia a inauguração do monumento e de uma escola. Em seguida, um Hospital seria inaugurado na cidade, em homenagem a Bezerra.

Da primeira comitiva oficial constavam general Sílvio Xavier (RJ), Juarez Queiroz (Jaguaretama), coronel médico Manuel Suliano (Fortaleza), o gerente da Capemi, major Rubens (RJ), o jornalista Hélder Cordeiro, Edynardo Weyne e Fernando Melo.

Esses predestinados descortinaram um local em que hoje funciona o Pólo Bezerra de Menezes, com intensas atividades de educação e inclusão social.
Em março de 1997, foi construído o Museu sobre os alicerces da casa onde ele nasceu. Metade da área de 20 mil metros quadrados do Pólo foi doado pelo dono da fazenda, Juarez Queiroz, ao Lar Fabiano de Cristo, em 1976. A outra metade também foi doada por ele à Federação Espírita do Ceará, em 1997. De lá para cá, muitos foram beneficiados, não só em Jaguaretama, mas nos municípios da região.

viernes, 26 de agosto de 2011


Médium e Doutrina
Livro: No Portal da Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
    Imperioso separar o médium da Doutrina Espírita, como não se deve confundir a ciência com o cientista.
    A ciência é um tesouro intangível de conhecimento superior.
    O cientista é o veículo que a expressa.
    A ciência, como patrimônio espiritual, jamais se deteriora, mas, o cientista na condição de instrumento humano pode falhar, conquanto, muitas vezes, se recupere.
    Comparemos, ainda, a Nova Revelação e a peça medianímica à usina e à lâmpada.
    A lâmpada, em muitas circunstâncias, experimenta o colapso dos próprios implementos, deixando-nos na sombra, entretanto, a usina permanece incólume, pronta ao fornecimento da energia necessária à sustentação da luz em lâmpadas outras que se lhe ajustem às correntes de força.
    Ainda na condição de lâmpada, o médium está sujeito à interpretação individual de que se faça objeto, assim como a luz da lâmpada obedece à coloração que seja própria.
    A usina está construída sobre princípios matematicamente exatos, contudo, as lâmpadas diferenciadas entre si, consumindo, às vezes, quotas iguais de força, emitirão luz verde, azul, vermelha ou amarela, segundo os materiais que lhes filtrem os raios.
    Razoável, assim, que se nos compete gratidão e respeito para com o cérebro mediúnico de que nos servimos, isso não é razão para que nos eximamos do dever de estudar os princípios doutrinários para discernir com eficiência.
    Ainda aqui, é justo considerar que é imprescindível ajudar as lâmpadas para que as lâmpadas nos ajudem. Cada uma delas, ante a usina, se caracteriza por determinado potencial e solicita apoio na voltagem certa com o amparo de recursos essenciais.
    Ninguém exija do médium prodígios que o médium não pode dar. E quando o médium sirva nobremente à verdade, que se lhe evite o clima de idolatria e bajulação.
    Onde seja preciso elogiar a honestidade para que a honestidade funcione, a perturbação está prestes a sobrevir.

viernes, 19 de agosto de 2011


Examinando Kardec
Livro: À Luz do Espiritismo
Viana de Carvalho & Divaldo P. Franco
    Não que outros missionários não tivessem aportado antes dele: ases do conhecimento que dilataram os imensos horizontes do saber; místicos que se embrenharam nos dédalos do “eu”, aprendendo vitória sobre si mesmos; santos que rasgaram sendas luminosas no matagal das aflições; apóstolos que fizeram da renúncia e da humildade os baluartes da própria força; filósofos que ensejaram à razão o campo da investigação; cientistas corajosos e audazes que ofereceram a vida em prol de pesquisas inapreciáveis na preservação de milhões de vidas... E heróis, missionários do amor, sacerdotes da fraternidade, operários sublimes, todos eles, do Pai Construtor, encarregados de impulsionar o progresso da Terra conjugado à felicidade dos homens.
    Ele, entretanto, guardadas as proporções fez-se nauta de uma experiência antes não tentada nos mares ignotos da verdade: auscultou o insondável além-da-morte, inquirindo e estudando, selecionando e fazendo triagem das informações recebidas dos imortais, de modo a edificar o colossal edifício do Espiritismo.
    Nem um só momento se deixou empolgar pela vitória conseguida ao peso das lágrimas, nem jamais se quedou desanimado sob o fardo das incompreensões, quando crivado pelas farpas da inveja e da calúnia.
    Não se permitiu o luxo dos triunfos fáceis, nem aceitou a coroa da consagração. A própria vida celeremente se lhe extinguiu no corpo somático, logo se permitiu conquistar o país do conhecimento, demandando a Imortalidade antes que os lauréis da gratidão ou de qualquer glória lhe pesassem sobre a cabeça veneranda.
    Antes, outros espíritos de escol também velejaram pelas regiões desconhecidas do após-o-túmulo, tomando apontamentos, registando observações.
    Muitos se embrenharam pelas veredas da vida-além-da-vida e se detiveram deslumbrados no pórtico da revelação.
    Os que se atreveram a adentrar pelos recônditos da Imortalidade, procuraram explicações mirabolantes, formulando hipóteses rocambolescas ou, fortemente impressionados, se recolheram à meditação profunda, ao flagício, à oração.
    Os que se facultaram apresentar o resultado do descobrimento, experimentaram a zombaria dos contemporâneos e, não raro, desencantados, refugiaram-se no silêncio ou arderam em piras crepitantes...
    Ele, não!
    Não se deteve a observar somente, nem se aquietou a experimentar emoções.
    Após o meticuloso exame do mediunismo, patenteada a veracidade da vida incessante mesmo depois da disjunção celular, entregou-se ao conhecimento libertador.
    Do fenômeno extraiu a doutrina.
    Do informe puro e simples conseguiu o fato comprovado.
    Enfrentando os Imortais não os temeu, não os exaltou. Inquiriu-os e analisou-os a todos quantos passaram suas informações pelo crivo da discussão, do debate franco, do exame rigoroso.
    Compulsou os alfarrábios dos tempos e aprofundou-se na cultura da época. Armado de equilíbrio invulgar, esteve a todo instante à altura da investidura e, quando o reboliço da aventura cedeu lugar ao marasmo e à monotonia, ele apresentou o resultado dos seus estudos sérios, apoiados na razão e no bom-senso.
    Kardec foi, sem dúvida, o magnífico missionário da Humanidade, precursor do Mundo Novo.
    Em sua obra reacendem os aromas específicos da tríade perfeita do conhecimento: Ciência, Filosofia e Religião. São o esquema ímpar da sabedoria em todos os seus ângulos e faces.
    * * *
    Transcorrido o primeiro século da Codificação Kardequiana, mais se fazem atuais os seus ensinos e conclusões, ensejando elucidações valiosas para os enigmas que surgem no momento em que ruem os tabus e os preconceitos, em que necessidades aparecem para substituir as manifestações místicas da ignorância e da falsa pudicícia da fé que se esboroam.
    Por essa razão é que se faz imperioso estudar o Espiritismo, trazendo os informes destes dias para examiná-los à luz meridiana da Doutrina, clareando as nebulosas informações de psiquistas e parapsicólogos, os problemas morais ao estudo sistemático da moral espírita e as conclusões da ciência ao ensinamento doutrinário. Não olvidar, no entanto, que os descobrimentos e as informações de caráter eminentemente revelador, no campo do mundo, aos homens do mundo competem, sendo a Doutrina mesma o guia moral e espiritual para todos nós, não pretendendo como não o fez o Codificador, resolver ou realizar as tarefas que ao homem incumbem como medidas imperiosas de crescimento e evolução.
    Estudemos mais e analisemos melhor o Espiritismo, porquanto com as suas lições no coração e na mente encontraremos o pão e a luz, o instrumento e a rota para levar-nos à harmonia e à paz real.
    muita paz!!

sábado, 6 de agosto de 2011


EVANGELHO DO LAR

"Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei".
Jesus (Mateus, 18:20)


O que é o Culto do Evangelho no Lar

Trata-se do estudo do Evangelho de Jesus em reunião familiar. O Culto do Evangelho no Lar, realizado no ambiente doméstico, é precioso empreendimento que traz diversos benefícios às pessoas que o praticam.

Permite ampla compreensão dos ensinamentos de Jesus e a prática destes, nos ambientes em que vivemos. Ampliando-se o conhecimento sobre o Evangelho, pode-se oferecê-lo com mais segurança a outras criaturas, colaborando-se para a implantação do Reino de Deus na Terra.

As pessoas, unidas por laços consangüíneos, compreenderão a necessidade da vivência harmoniosa e, dentro de suas possibilidades, buscarão, pouco a pouco, superar possíveis barreiras, desentendimentos e desajustes, que possam existir entre pais e filhos, cônjuges e irmãos.

Através do estudo da reencarnação, compreenderão que, aqueles com quem dividem o teto, são espíritos irmãos, cujas tarefas individuais, muitas vezes, dependerão da convivência sadia no ambiente em que vieram a renascer.

Aqueles que, desde cedo, têm suas vidas orientadas pela conduta Cristã, evitam, com mais facilidade, que os embriões dos defeitos que estão latentes em seus espíritos apareçam, sanando, desta forma, o mal antes que ele cresça.

Se, porventura, tendências negativas aflorarem, apesar da orientação desde a infância, encontrarão seguros elementos morais para superá-las, porque os ensinamentos de Jesus tornam-se fortes alicerces para a sua superação.

Com o estudo do Evangelho de Jesus aprende-se a compreender e a conviver na família humana.

Assim, conscientes de que são espíritos devedores perante as Leis Universais, procuram conduzir-se dentro de atitudes exemplares, amando e perdoando, suportando e compreendendo os revezes da vida.

Quando o Culto do Evangelho no Lar é praticado fielmente à data e ao horário semanal estabelecidos, atrai-se para o convívio doméstico Espíritos Superiores, que orientam e amparam, estimulam e protegem a todos.

A presença de Espíritos iluminados no Lar afasta aqueles de índole inferior, que desejam a desunião e a discórdia. O ambiente torna-se posto avançado da Luz, onde almas dedicadas ao Bem estarão sempre presentes, quer encarnadas, quer desencarnadas.

As pessoas habituadas à oração, ao estudo e à vivência cristã, tornam-se mais sensíveis e passíveis às inspirações dos Espíritos Mentores.



Procedimentos

Escolhe-se um dia da semana e hora em que seja possível a presença de todos os familiares ou da maior parte deles, observando-se com rigor a sua constância e pontualidade, para facilitar a assistência espiritual.

A direção do Culto do Evangelho no Lar caberá a um .dos cônjuges ou a pessoa que disponha de maiores conhecimentos doutrinários. Cabe lembrar, no entanto, que por se tratar de um estudo em grupo não é necessária a presença de pessoas com cultura doutrinária. Na pureza dos ideais e na sinceridade das intenções, todos aprenderão juntos, auxiliando-se mutuamente.
É importante que os temas sejam discutidos com a participação de todos, na medida do possível, sem imposições, para evitar-se constrangimentos.

Deve-se buscar um ambiente amistoso, de respeito, pois, viver e falar com Jesus é uma felicidade que não se deve desprezar.
Antes do início da reunião, prepara-se o local, colocando-se em cima da mesa água pura, em uma garrafa, para ser beneficiada pelos Benfeitores Espirituais, em nome de Jesus.



1. Leitura de uma mensagem
A leitura inicial de uma mensagem poderá, após, ser comentada ou não. Ela tem por objetivo propiciar um equilíbrio emocional, procurando harmonizá-lo com os ideais nobres da vida, a fim de facilitar melhor aproveitamento das lições.

Poderemos lembrar obras com "Pão Nosso", "Fonte Viva", "Vinha de Luz", "Caminho, Verdade e Vida", "Palavras de Vida Eterna", "Ementário Espírita", "Glossário Espírita Cristão".



2. Prece Inicial
"Dando curso ao salutar programa iniciado por Jesus, o de reunir-se com os discípulos para os elevados cometimentos da comunhão com Deus, mediante o exercício da conversação edificante e da prece renovadora, os espiritistas devem reunir-se com regularidade e freqüência para reviver, na prece e na ação nobilitante, o culto da fraternidade, em que se sustentem quando as forças físicas e morais estejam em deperecimento, para louvar e render graças ao Senhor por todas as suas concessões, para suplicar mercês e socorros para si mesmos quanto para o próximo, esteja este no círculo da afetividade doméstica e da consanguinidade, se encontre nas provações redentoras ou se alongue pelas trilhas da imensa família universal."

Após a leitura da mensagem, inicia-se o Culto do Evangelho no Lar, com uma prece. A oração deve ser proferida por um dos participantes, em tom de voz audível a todos os presentes e de forma simples e espontânea, não devendo ser, portanto, decorada. Os demais, acompanham-no, seguindo a rogativa, frase por frase, repetindo,-mentalmente, em silêncio, cada expressão, a fim de imprimir o máximo ritmo e harmonia ao verbo, ao som e a idéia, numa só vibração.

Na prece pode pedir-se o amparo de Deus para o lar onde o Evangelho está sendo estudado, para os presentes, seus parentes e amigos; para os enfermos, do corpo e da alma; para a paz na Terra; para os trabalhadores do Bem e etc.

A prece, além de ligar o ser humano à espiritualidade, traduz respeito pelo momento de estudo a realizar-se.



3. Estudo do Evangelho de Jesus
O estudo do Evangelho do Cristo, à luz da Doutrina Espírita - "O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec - poderá ser estudado de duas formas:

a) estudo em seqüência - o estudo metódico, em pequenas partes, permite o conhecimento gradual e ordenado dos ensinamentos que o livro encerra. Após o seu término, volta-se, novamente, ao capítulo inicial;
b) estudo ao acaso - consiste na abertura, ao acaso, de "O Evangelho segundo o Espiritismo", o que ensejará, também, lições oportunas, em qualquer ocasião.
Os comentários devem envolver o trecho lido, buscando-se alcançar a essência dos ensinamentos de Jesus, realçando-se a necessidade da sua aplicação na vida diária.

Pode reservar-se, posteriormente, um momento de palavra livre, onde os participantes da reunião exponham situações da vida prática, para o melhor entendimento e fixação das lições.


4. Prece de agradecimento
Um dos presentes fará uma prece, agradecendo as bênçãos recebidas no Culto do Evangelho no Lar, pela paz, pelas lições recebidas etc.


Observações

A duração do Culto do Evangelho no Lar deve ser de até 1 (uma) hora, mais ou menos.
No Culto do Evangelho no Lar deve ser evitada manifestações mediúnicas. A sua finalidade básica é o estudo do Evangelho de Jesus, para o aprendizado Cristão, a fim de que seus participantes melhor se conduzam na jornada terrena. Os casos de mediunidade indisciplinada devem ser encaminhados a uma sociedade espírita idônea.
Deve-se evitar comparações ou comentários que desmereçam pessoas ou religiões. No Evangelho busca-se a aquisição de valores maiores, tais como a benevolência e a caridade, a compreensão e a humildade, não cabendo, dessa forma, qualquer conversação menos edificante.
A realização do Culto do Evangelho no Lar não deve ser suspensa em virtude de visitas inesperadas. Deverá ser esclarecido o assunto com delicadeza e franqueza, convidando-se o visitante a participar do Culto, caso lhe aprouver.
O Culto do Evangelho no Lar não deve ser prejudicado, também, em virtude de solicitações sem urgência, recados inoportunos, passeios, festividades de qualquer ordem. Soluções razoáveis, de imediato, ou iniciativas, apôs a reunião, deve ser o caminho para superar os pretensos impedimentos.
Somente no caso de situações incontornáveis, em que todos não possam estar presentes, é que se justifica a não realização do Culto do Evangelho no Lar.
Evite-se ligar rádio ou televisão no dia do Culto, próximo e depois da hora de sua realização, bem como a leitura de jornais ou obras sem caráter edificante, para que se mantenha um ambiente vibratório de paz e tranqüilidade dentro do Lar, bem como saídas à rua, senão para inevitáveis e inadiáveis compromissos.
Presença de criança no Culto
As crianças devem, também, participar do Culto do Evangelho no Lar. Nesses casos, os adultos descerão os comentários ao nível de entendimento delas.
Recomenda-se a leitura, como subsídio, dos capítulos 35 e 36 da obra "Os Mensageiros", do Espírito André Luiz, e "Evangelho em Casa", do Espírito Meimei, psicografadas pelo médium Francisco Cândido Xavier e editadas pela Federação Espírita Brasileira.
FonteSetor de Ajuda do CVDEE (Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo).

sábado, 30 de julio de 2011



A CONSCIÊNCIA DE SUA MISSÃO


Freqüentemente, eu me pergunto:
O que cada um de nós está fazendo neste planeta?
Se a vida for somente tentar aproveitar o
máximo possível as horas e minutos,
esse filme é bobo..
Tenho certeza de que existe um sentido melhor
em tudo o que vivemos. Para mim, nossa vinda
ao planeta Terra tem basicamente dois motivos:
evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor.
Todos os nossos bens na verdade não são nossos.
Somos apenas as nossas almas.
E devemos aproveitar todas as oportunidades
que a vida nos dá para nos aprimorarmos como
pessoas. Portanto, lembre sempre que os seus
fracassos são sempre os melhores professores
e é nos momentos difíceis
que as pessoas precisam encontrar
uma razão maior para continuar em frente.
As nossas ações, especialmente quando temos
de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.
A nossa capacidade de resistir às tentações,
aos desânimos para continuar o caminho é
que nos torna pessoas especiais.
Ninguém veio a essa vida com a missão de
juntar dinheiro e comer do bom e do melhor.
Ganhar dinheiro e alimentar-se faz parte da vida,
mas, não pode ser a razão da vida.
Tenho certeza de que pessoas como
Martin Luther King, Mahatma Ghandi,
Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá,
Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas,
que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais
fracos e dos mais pobres,
não estavam motivadas pela idéia de ganhar
dinheiro. O que move essas pessoas generosas
a trabalhar diariamente, a não desistir nunca?
A resposta é uma só:
a consciência de sua missão nesta vida.
Quando você tem a consciência de que através
do seu trabalho você está realizando sua missão
você desenvolve uma força extra,
capaz de levá-lo ao cume da montanha
mais alta do planeta.
Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem
e distorce o sentido de sua existência pensando
que acumular bens materiais é o objetivo da vida.
E quando chega no final do caminho percebe
que o caixão não tem gavetas e que ela só vai
poder levar daqui o bem que fez às pessoas.
Se você tem estado angustiado sem motivo
aparente está aí, um aviso para parar e
refletir sobre o seu estilo de vida.
Escute a sua alma: ela tem a orientação
sobre qual caminho seguir.
Tudo na vida é um convite para o avanço
e a conquista de valores, na harmonia
e na glória do bem.

Roberto Shinyashiki

"Viver é sempre dizer aos outros que eles são
importantes e que nós os amamos, porque um
dia eles se vão, e ficamos com a nítida impressão
de que não os amamos o suficiente..."
(Chico Xavier)

viernes, 22 de julio de 2011


Educação à Luz do Espiritismo

Livro: A Educação à Luz do Espiritismo
Lydienio Barreto Menezes
    "Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto de hábitos adquiridos.
    Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos" (O Livro dos Espíritos - Questão 685 - Nota de Kardec)
    "... é rebuscando a causa primeira dos instintos e das inclinações inatas que se descobrirão os meios mais eficazes de combater os maus e desenvolver os bons. Quando esta causa for conhecida, a educação possuirá a mais poderosa alavanca moralizadora que jamais teve." (Revista Espírita - Junho de 1866 - Comentário de Kardec)
    Ao final da Idade Média, período de obscurantismo em que o pensamento humano foi refreado, a humanidade entrou na Renascença, na qual as artes e a ciência tomaram grande impulso, levando o homem a vislumbrar horizontes novos. Para acompanhar essa eclosão do intelectualismo, surgiu a necessidade de novas escolas e universidades. A partir daí, apareceram as primeiras escolas pedagógicas, tendo como precursores Jean Jacques Rousseau, Pestalozzi e outros. A Educação tornou-se uma ciência cada vez mais progressista, surgindo novos métodos e novas escolas pedagógicas, contando com o contributo de eminentes pedagogos, tais como Piaget, Rogers e Maria Montessori.
    Se por um lado, esses trabalhos e a introdução de novas técnicas didático-pedagógicas auxiliaram o desenvolvimento intelectual do homem, atingindo graus nunca imaginados, principalmente nas áreas da ciência e da tecnologia, não conseguiram resolver os problemas sociais que envolvem o homem e seu semelhante, ocasionando um sério desnível entre o intelectualismo e a moral..
    Por isso, Allan Kardec, já no século passado, conceitua a educação, não como uma ciência e sim como uma arte, único elemento capaz de inverter esse desequilíbrio. "Não a educação intelectual, mas a educação moral", diz ele, complementando: "Não a educação moral pelos livros e sim aquela capaz de formar os caracteres", isto é, os hábitos de ordem e de previdência.
    Para tanto, vem o Espiritismo, a partir dos livros da Codificação, fornecendo vasto material neste campo, quer escritos por autores encarnados, tais como J. Herculano Pires, Rubens Romanelli e Pedro de Camargo (Vinícius), ou através de autores desencarnados, Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis, Vianna de Carvalho e tantos outros, como subsídios para que o homem, como ser imortal, retome o equilíbrio intelecto-moral, tão importante para o seu progresso e conseqüentemente para o crescimento espiritual da Humanidade.
    Joanna de Ângelis, no livro Estudos Espíritas (Psicografia de Divaldo Pereira Franco - Edição FEB) afirma: "A educação encontra no Espiritismo respostas precisas para melhor compreensão do educando e maior eficiência do educador no labor produtivo de ensinar a viver, oferecendo os instrumentos do conhecimento e da serenidade, da cultura e da experiência aos reiniciantes do sublime caminho redentor, através dos quais os tornam homens voltados para Deus, o bem e o próximo."
    Vinícius na lição "As gerações futuras", de seu livro O Mestre na Educação - Edição FEB, conta-nos o seguinte fato sobre a educação:
    Licurgo, célebre orador ateniense, fora, certa ocasião, convidado a falar sobre a Educação. Aceitou o convite, sob a condição de lhe concederem três meses de prazo. Findo esse tempo, apresentou-se perante numerosa e seleta assembléia, que aguardava, ávida de curiosidade, a palavra do consagrado tribuno.
    Licurgo apareceu, então, trazendo consigo dois cães e duas lebres. Soltou o primeiro mastim e uma das lebres. A cena foi chocante e bárbara. O cão avança furioso sobre a lebre e a despedaça. Soltou, em seguida, o segundo cachorro e a outra lebre. Aquele pôs-se a brincar com esta amistosamente. Ambos os animais corriam de um lado para o outro, encontrando-se aqui e acolá para se afagarem mutuamente.
    Ergue-se, então, Licurgo na tribuna e conclui, dirigindo-se ao seleto auditório:
    "Eis aí o que é a educação. O primeiro cão é da mesma raça e idade que o segundo. Foi tratado e alimentado em idênticas condições. A diferença entre eles é que um foi educado e o outro não."
    Eis porque, o grande educador e escritor espírita, no livro acima mencionado afirma:
    EDUCAR: EIS O RUMO A SEGUIR, O PROGRAMA DO MOMENTO."
        Entre saber e brilhar A diferença é sabida: Cultura faz-se num mês, Educação pede a vida.
        Múcio Teixeira & Francisco Cândido Xavier